Encontrando a Liberdade

Esta é uma linda fábula de tradição Zen. O querido e sábio professor Marcos Rojo, sempre a contava.


Dois monges estavam atravessando um rio, quando encontraram uma mulher muito jovem e bonita. Ela também desejava atravessá-lo, porém tinha muito medo.
Um deles, então, resolveu colocá-la nas costas e a carregou até a outra margem.
O outro monge ficou indignado com seu amigo. Afinal, ele havia quebrado uma regra, a de que um monge nunca deveria tocar numa mulher. E além de tocá-la, ele a carregou!!! Era demais!
Mas ele não disse nada e engoliu a sua raiva pelo comportamento do amigo.
Quilômetros se passaram, e continuaram caminhando até que chegaram a seu destino, um mosteiro.
O monge enraivecido se voltou para o primeiro e, já não suportando mais guardar só para si mesmo a sua indignação, finalmente disse:
- Olhe, terei que falar ao mestre sobre seu comportamento proibido.
- Do que você está falando? - perguntou o primeiro.
- Você esqueceu? Não acredito! Você carregou aquela linda jovem sobre os ombros!
O primeiro monge riu e calmamente replicou:

- Sim, eu a carreguei. 
Mas a deixei lá no rio, quilômetros atrás. E você ainda a está carregando.






Os humanos são capazes de reprimir suas energias ou capazes de transformá-las,  libertando-se. 

Reprimir significa tentar ocultar certas energias que existem. Transformar significa mudar as energias, se libertar.

Aqui temos um exemplo onde um monge carrega sentimentos como a raiva. Enquanto outro os transforma e se liberta.

Podemos carregar coisas do passado, ressentimentos, raiva, mágoas, tristezas –, podemos estar sobrecarregados de coisas e sentimentos desnecessários.

Mas transformação aceita o outro, porque a transformação tem que acontecer através do outro.

Libertar-se do passado e dos sentimentos do passado é a verdadeira LIBERDADE.

E você, o quem carregado?

Namaste.